quinta-feira, 30 de outubro de 2008


"Meu Amor,

E quando você me toca, minha pele foge de mim,
subo montanhas, sou desejo escorrendo pela cama,
pelos lençóis...Nós somos sedução..."

Karla Bardanza

NAS ERVAS
Eugénio de Andrade

"Escalar-te lábio a lábio,
percorrer-te: eis a cintura
o lume breve entre as nádegas
e o ventre, o peito, o dorso
descer aos flancos, enterrar

os olhos na pedra fresca
dos teus olhos,
entregar-me poro a poro
ao furor da tua boca,
esquecer a mão errante
na festa ou na fresta

aberta à doce penetração
das águas duras,
respirar como quem tropeça
no escuro, gritar
às portas da alegria,
da solidão.

porque é terrivel
subir assim às hastes da loucura,
do fogo descer à neve.

abandonar-me agora
nas ervas ao orvalho -
a glande leve."

com uma apresentação destas
confesso...
que está-se bem
por aqui


"...confesso que estou,
bem...
é difícil falar assim,
logo na minha 2ª vez...
estou molhadinha...
- ai...tímida!
Mas,
enfim,
vamos ao que interessa.
Sou voyeur...
adoro observar o lado sensual das pessoas..."

a menina

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

SURPRESA
O doce de um bébe

"Já o tínhamos falado...
Ontem foi o dia...
Vieste-me buscar,
Já te tinha dito que esta noite eras Meu !
Saímos,
Fomos jantar restaurante simples,
Os nervos imperavam em mim,
De uma tal forma que achei-me doida,
Mas,
O desejo de te possuir Meu,
Era bem mais forte,
Observar-te os poros,
Beijar-te inteiro...
Queria-te num tanto só Meu,
Que marquei uma noite de luxuria!
Depois do jantar,
Quem conduziu fui eu,
Demos uma volta,
Daquelas sem nexo,
Que até os tolos não fariam,
Mas enfim,
Os nervos imperavam em mim...
Paro o carro,
Dou-te uma venda,
Que acabas por colocar...
Prontos para a surpresa,
Foi conduzindo e baralhando,
Com curvas entre curvas,
Era perto que estávamos...
Mas,
Queria que te parece-se longe...
Parei o carro um pouco antes da entrada,
Era indispensável,
Não queria que ouvisses o pedido,
Depois de tudo tratado na recepção,
Encaminho-me a garagem,
Contigo sempre de olhos vendados...
Encaminho-te....
Entras e te beijo,
Enquanto te tiro a venda,
Olhas !!
Beijas-me !!
Amamo-nos !!
Assim,
Ali,
Onde...
Te beijei por completo,
Onde...
Te possui,
Onde...
Me beijaste,
Onde...
Me fizeste tua,
Onde...
Nos viemos,
No tesão
Que em nos vive !!"

(Doce quero-te muito)

EXCITAÇÃO
Segredos Femininos

"Alguém surge do nada,
sem querer...
Conversas, risos,
toques ousados,
sensações,
sentimentos,
Prazer...
Expostos sem poder fugir,viajam, sonham...
Em seus mundos,
entregam-se aos devaneios,
corações palpitam,
sexos latejam,
sedentos de abraços,
carinhos, calor...
Completam-se,
entregam-se ao tesão,
olhos fechados,
imagens de amor...
Palavras percorrem
corpos á mostra,
bocas entreabertas,
frenesi do amor a dois."

mais uma pérola
a guardar no meu baú...
deliciem-se
e vivam com tesão!...sempre
SE EU FOSSE UM DIA O TEU OLHAR
Pedro Abrunhosa

"Frio,
o mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar.
Quente,
O chão
Onde te estendo
E te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nú, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
E Pedes-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco mais...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco mais...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém."

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A União Européia decidiu nesta quinta-feira adiar a implantação, em seus aeroportos, de um sistema de raio-x capaz de revelar detalhes do corpo do passageiro sob a roupa (foto). O projeto era de autoria da Comissão Européia, órgão executivo da UE.

aproxima-se o final do ano...
convem ir pensando
deixo aqui uma sugestão.
...um ano novo com tesão!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008


Um amor assim, é mais que uma simples miragem. Não pergunta, não dorme, nem tem tabus. Uma paixão assim, é muito mais que um desejo incontrolável. Tem um gosto selvagem, com sabor a pecado. Uma atracção assim, traz ao de cima os instintos mais secretos, da carne, apenas percebidos, no teu olhar. Uma loucura assim, não tem sentido, nem mistério, porque só quando encontra alguém diferente como tu, pode ser muito especial…

deixo aqui mais um pouco de mim... (apesar de estar desactualizado)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

CONHEÇO O SAL...
David Mourão Ferreira

"Conheço o sal da tua pele seca
Depois que o estio se volveu inverno
De carne repousada em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
Quando das bocas se estreitavam lábios
E o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
Os louros ou cinzentos que se enrolam
Neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minhas mãos
Como nas praias o perfume fica
Quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
Da tua língua, o sal de teus mamilos,
E o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
Ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
Um cristalino pó de amantes enlaçados."

"O estilo e a candura de Stuart torna o voyeurismo como você iria querer que este fosse sempre. Você poderia sair deixar este livro sobre a sua mesa, mas provavelmente não iria ter qualquer trabalho feito."

PLAYBOY, Nova York


Mais uma edição da TASHEN, editora que já nos habituou a livros
que para além de serem lidos e saboreados visualmente
se tornaram objectos de culto, nesta sociedade tão cinzenta e claustrofóbica.
Vale a pena dar uma olhada e comprar, porque até não são caros.
e vivam com tesão!!!

Um blog, um artista plástico portugues...um grande amigo.
Deliciem-se...

ARTRAISER on ecstasy
Olá, recebi de um amigo e aqui vos deixo
a hipótese de ouvirem on-line cerca de um milhar de albuns de musica.
Basta aceder ao radio3net e escolher o album,
e a música que pretendem ouvir.
Os albums estão organizados por decadas,
desde os anos 50 até ao ano 2000.
Podem inclusivamente ter acesso às letras das respectivas músicas.
Para já aqui fica uma amostra.
Para poderem ir ouvindo a música emquanto leem os textos do blog
convem abrir o link do tema numa janela nova.
Divirtam-se e passem a palavra.

"Unfinished Sympathy", Massive Attack, album "Blue Lines",

domingo, 19 de outubro de 2008

PAIXÃO
Kleyton e Kledir

"Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar
Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar
Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém


Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar
Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Do que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou."


para ti, minha kerida...
"Não sei viver…
Sem sonhar
Sem o prazer
De uma doce
Ou terrível ilusão…
Sair
Evadir-me…
Uma necessidade
Imperiosa…
Urge viver outros mundos
Outros espaços
Outras gentes…
Outras existências
Outros universos
Outros planetas…
A realidade
Presente
Esgotasse-se
Num instante…
Torna-se vazia
Sem essência
Sem Nada…
O Mundo
É tão grande
E tão pequeno
Ao mesmo tempo…!
Esmaga-me
Comprime-me…
Transporta-me
Para outros lugares…
Preenche-me
Torna-me vazia…
Um infinito paradoxo
Instala-se…
Um jogo de forças contrárias
Impõe-se…
Em atracção
Em exclusão
Permanentes…
Tudo morre…
Tudo nasce…
Tudo se transforma…
Nada permanece…
Nada permanece…
A perpétua mudança
Impera
Num equilíbrio inextinguível…
O Ser está aí
Estável
Em cada alvorecer
Em cada des-floração…
Oculta-se
Em todas as coisas…
Desvela-se
Em todos os entes…
Aparece
E desaparece
Num círculo redondo…"


Isabel Rosete

dedico este mimo
a ti, minha kerida m

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"Deleite...", Sylvia Cohin

"Quanto no silêncio de nós dois foi dito !
Tão sôfregas carícias nos fizemos...
Latejando de desejo nos quisemos,
Entrelaçados... profanos... e benditos...!

Só me lembro dos suspiros e gemidos
Entre beijos molhados e ardentes...
Açoitando nosso ritmo cadente...
Murmúrios e apelos tão sentidos!

Toma de mim o gozo que sufoca
Cobre-me! Abre todas as comportas...
Finca a tua carne em minha entranha!

Deixa meus lábios lerem tua geografia,
Libera os teus sentidos e confia...
Entrega-te ao deleite que abocanha!"
AMOR VIRTUAL, Marcos W. Albuquerque

"Vontade de te ver...
E olhar bem o teu rosto,
Talvez um beijo te dar,
Conhecer de tua boca o gosto.

Vontade de te ver...
E tuas mãos de leve tocar
Talvez te enlaçar num abraço
E conhecer o teu abraçar.

Vontade de te ver...
E tocar teu corpo em arrepio.
Fazer-te conhecer meu carinho
E talvez preencher teu vazio.

Vontade de te ver...
Deixar-te meu corpo tocar.
Trocar contigo energia,
Descobrir novo modo de amar.

Vontade de te ver...
E a ti inteiro de me dar.
Vontade de te ter...
E por fim poder te tomar!"
“Toca-me
Deixa o meu corpo nadar nas linhas da tua mão.
Deixa que te levem ao destino traçado.
Deixa que o meu corpo seja a continuação do teu.
Toca-me.
Fecha-me os olhos para que apenas te sinta.
Fecha os olhos e imagina um mundo só nosso.
Onde o meu corpo e a minha alma cabem nas palmas das tuas mãos.”

Humanrace

terça-feira, 14 de outubro de 2008

QUERO FAZER UMA CONFISSÃO..., Xavier F. Conde

"Quero fazer uma confissão esta noite
porque a noite e a rua foram jantar juntas.
Quero dizer que amo uma mulher
cujo corpo não me dá
o seu calor esta noite,
cuja ausência é um ronsel laranja.
Quero dançar com minha sombra
para que o seu rumor chegue até ela
e ela saiba que eu lhe dou a noite,
toda senhora.
Quero escrever coisas que não se esvaeçam
com o sol,
que a chuva as faça flores
que cheirem a ela.
Quero que as minhas mãos voem,
voem em silêncio
onde ela guarda os seus sonhos...
sonhos que me pertencem
porque eu lhe pertenço.
Quero que ela fique, fique sempre,
quero ser a sua voz
quero ser o seu sorriso verde,
quero ser a sua chuva no cabelo,
quero amá-la mais do que ninguém
ama ninguém.
Quero dizer-lhe, aqui e agora, que a amo
com a minha voz baixa,
com o meu ar de outono lento,
com o meu sabor de beijos possíveis.
Quero que os pássaros sejam
os meus mensageiros de saudade.
Quero que o mundo comece quando ela vir.
Quero sonhar acordado com o seu tacto entre as
minhas mãos
a percorrer ela em silêncio o meu peito
e acordar com ela junto de mim,
calada e doce.
Quero só eu dizer-lhe sentimentos
que aceleram o coração,
o seu coração apaixonado,
eu gosto da sua timidez.
Quero nadar na sua boca sem horizontes.
Quero os versos todos do planeta
a falarem dela,
versos curtos de violetas,
versos firmes de cravos,
versos perfumados de rosas.
Quero suster os seus pés no ar
e trazer ao seu peito gaivotas fiéis
que sempre deixam pegadas na praia.
Quero ser eu no seu corpo
da alva ao sol-pôr,
de lua a lua
de eternidade a eternidade.
Quero amá-la até o meu último alento."

VISION DUN CORPO NA PRAIA, Miguel Anxo Fernán-Vello

"Lábio de luz que treme na nudez
dun astro de brancura.
Movimento delgado
como perfil de auga.

Peixe de lentitude adiviñando o corpo
a sua sílaba húmida,
unha estrela que nace
flor de espuma.
Na ondulación da arxila
corpo solar
que arvorece no espello.
Liña de sede,
semente e sal,
a pel mariña,
e chama do tempo.

Este sopro ou queimazón violácea,
sulco fino da brisa,
a pulsación dos ollos
contra o sol da carne.
Está aqui escrito o exílio do desexo?

A adolescéncia é unha fenda rosada,
suave eclipse,
esbelta auséncia.
Mais agora regresa esa febre
que beixa a lua da boca,
ponto de fuga que arde
no interior dunha máxia
de saliva e de seda.

O salto docísimo dunha lágrima
que avivece insensíbel,
unha rosa de area
que brilla no recordo.

Aparición e signo, corpo
que o instante fai milagre,
espellismo do céu,
revelación dourada
que o mar
estremece no sangue."

TUA VONTADE, Lu@

"Tua vontade...
de estar dentro de mim...
num momento somente para perder-se assim

O calor invadindo nós dois...
antes, durante e depois

Vontade de sentir o gosto...
do teu corpo no meu...
da tua língua a me conhecer...
sempre, até o amanhecer

Desejo de fazer loucuras...
minhas mãos nuas a te procurar...
minha boca quente sempre a te sugar

De nada mais ouvir...
a não ser nossos gemidos de prazer...
na mais louca vontade de querer

Sinto tua vontade sim...
de fazer amor num pedido...
de ficar em mim escondido

Enquanto entre línguas...
bocas... suores... tremores...
descobertas... eu aberta...
recebendo este gozo latente...
guardado ficará na mente...
para que momentos mais tarde...
você deseje novamente...
iniciar tudo outra vez...
descobrindo coisas que somente a gente fez."

    OS COGUMELOS DO PARAÍSO
    Cristine Neder

    "Minha loucura
    não tem complexo
    nem de Édipo, nem de Electra,
    nem de qualquer puro amor
    que saia das artérias.

    Vivo no paraíso dos cogumelos
    dias tristes, dias alegres,
    mas tudo é ilusão passageira,
    só não passa nesta vida
    a casca estrangeira.

    O doce e o amargo
    do sabor da tua língua
    ficou no Caribe
    lá nos Portos cheios de gozo
    e de prostituição.

    Os cogumelos do paraíso
    são adubados com a maresia
    e os marujos já não são mais fêmeas,
    pois as fêmeas são eternos machos
    depois da ceia que consome seus rabos.

    Nós não temos nada,
    se temos a vida
    ela ainda nos deve a morte,
    portanto tudo é ilusão
    dias de trabalho, outros de ócio
    dias de amor, outros de ódio,
    e os cogumelos são adubados
    para fabricar desejos,
    e onde não há alucinação
    não germina gente,
    nem se fabrica coração."
    IN TOTUM
    Anderson Ribeiro

    "Sussurrar aliterações em teus ouvidos
    Fazer a pele arder em teus sentidos
    Misturar o som do gozo com os gemidos
    Depois fazer silêncio dos ruídos

    Manter a intercecção em nossos corpos
    Como que o plural de um só ser
    Romper com este silêncio em que dispostos
    Para não deixar a noite arrefecer

    De sua penumbra cúmplice a sanha
    Vertem nossa sentença de alforria
    E sem lembrar que a noite traz o dia

    Enleva-se essa sede já tamanha
    Sorri no seu sorriso de alegria
    E nos diz que prematuro amanhecia"